Um autocarro da Key Tours veio nos buscar até hotel cerca das 7 da manhã e depois de recolher mais alguns passageiros do cruzeiro dirigiu-se até Pireneus, o porto de Atenas, que fica a cerca de 15 quilómetros do centro da cidade.
Esperava-nos o Anna, um barco bastante agradável com vários bares e restaurantes. O programa era aliciante: um cruzeiro de 1 dia a três ilhas gregas.
Depois de cerca de 2 horas a navegar sempre com imensas ilhas por perto, ancorámos na bela ilha de Poros. Trata-se de uma bela ilha com uma magnifica marina recheada de iates de luxo de todo o mundo.

Deixámos Poros com a sensação que tinha sabido a pouco. O almoço foi servido a bordo a caminho de Hydra, a segunda ilha que visitaríamos. Estava incluído no preço do cruzeiro, mas ainda assim foi bastante bom. A entrada foi de salmão e para os vegetarianos feijão com um molho de tomate muito bom e salada. Foi uma agradável surpresa existir uma opção vegetariana. Curiosamente, o senhor que se encontrava sentado ao lado do Miguel também era vegetariano e devido a isso acabámos por as (New Jersey). Curiosamente estavam a pensar visitar Portugal e a mãe queria ir a Fátima. O filho tinha uns 16 anos e jogava Volley. Era enorme, talvez 2 metros e pouco.
Pouco depois de termos terminado de almoçar (o prato principal era bife com batatas assadas ou pimento e tomate recheado e a sobremesa uma espécie de cheese cake), chegámos a bela ilha de Hydra, local onde muitas estrelas de cinema/televisão/música passam as férias. Mais uma vez a marina estava "recheada" de iates incrivelmente luxuosos, muitos deles de Londres. Curiosamente, ao lado dos iates encontravam-se uma série de burros com sela, a atracção local da ilha (os turistas alugam os burros a uns velhotes e dão um passeio pela ilha). Última nota curiosa: a ilha não tem carros visto estes serem proibidos.

A Sofia ainda deu um mergulho numa espécie de "praia" entre as rochas e a água estava muito quente. Infelizmente, mais uma vez a paragem soube a pouco (só permanecemos 2 horas em Hydra).
Embarcados novamente, rumamos até Aegina, a maior das três ilhas que visitámos. Trata-se de uma bela ilha com grandes praias de água muito quente, mas é menos pitoresca quando comparada com Poros e Hydra, ilhas mais pequenas e "castiças". Mais uma vez a Sofia não perdeu a oportunidade de dar umas braçadas e aproveitar a água de um azul muito clarinho.
De seguida demos uma passeio pela marginal e pela marina, onde vimos novamente uma série de iates que decerto custam bem mais do que um milhão de euros.
Ao andarmos pelas ruas constatámos novamente algo muito curioso: se estivermos distraídos, o grego às vezes parece português/espanhol (isto foneticamente, porque se estivermos atento não percebemos nem uma palavra de grego). Até mesmo em termos físicos os morenos gregos passariam facilmente por portugueses.
Infelizmente, era hora de embarcar novamente, desta feita pela última vez. No regresso a Atenas, assistimos a um espectáculo de música e dança gregas. A música é muito rápida e torna-se divertida e as danças são algo frenéticas e muito movimentadas. Cerca de metade da sala estava ocupada por japoneses, e foi só rir. Os japoneses parecem crianças, sempre a rir mesmo sem motivo aparente. Quando os dançarinos iam buscar pessoas à plateia para dançar, eram sempre os primeiros a ir e divertiam-se imenso. Uma das danças gregas consistia em o homem girar as mulheres sobre si mesmas com muita velocidade, e as coitadas das japoneses de tanto rodopiar ficavam tontas e caiam grogues no chão como se estivessem completamente bêbadas. Hilariante.

Chegamos a Atenas cerca das 20 horas. Embora estivessemos cansados não queríamos que o dia acabasse, mas é mesmo assim.
Beijinhos e abraços,
Ana Sofia e Alcides Silva.
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